Jardim colaborativo em área comum de condomínio - Correio do Síndico

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25 de setembro de 2014

Jardim colaborativo em área comum de condomínio

Após ideia, moradores mantêm jardim colaborativo em edifício de Santos


Ideia surgiu após campanha de doação de orquídeas feita pelo síndico. Canteiro cria ambiente de tranquilidade e melhora a qualidade de vida

A beleza da primavera já pode ser observada em vários locais de Santos, no litoral de São Paulo. A estação das flores chegou às 23h29 desta segunda-feira (22) ao Hemisfério Sul, e aos poucos vai colorindo a cidade. No entanto, para os moradores de um edifício no bairro Aparecida, a paisagem mais bela é a que eles podem admirar quando chegam em casa.


De frente para a orla da praia, o prédio chama a atenção logo na entrada. As árvores frontais são ornadas com orquídeas brancas e violetas. Porém, as pessoas que reparam nas plantas visíveis da calçada não imaginam que, dentro do condomínio, há um grande jardim colaborativo. O canteiro, que ocupa toda a extensão do corredor de acesso aos dois blocos do prédio, possui várias mudas de plantas doadas por condôminos.

De acordo com a psicóloga Sílvia Pittas, que reside no edifício há 18 anos, a ideia de cultivar um jardim colaborativo surgiu após uma campanha feita pelo síndico, para a doação de orquídeas. “Há quatro ou cinco anos, ele fez uma campanha pedindo orquídeas para enfeitar o jardim do prédio. Foi contratado um paisagista também, que trouxe as árvores mais altas”, conta.

A iniciativa criou um hábito entre os moradores, que passaram a doar diversas mudas com frequência. “Se eu compro ou ganho alguma planta e deixo no apartamento, ela murcha depois de um tempo. Então, eu trago aqui para baixo e eles replantam no canteiro”, afirma Sílvia. Para ela, o costume traz benefícios. “É bom, porque natureza é qualidade de vida. Além disso, você continua vendo as suas plantas”, diz.

Quem também doa mudas para o prédio é a naturóloga Cícera Silva de Santana. Morando no edifício há 11 anos, ela e o marido possuíam um sítio em Bertioga, e de lá traziam mudas nativas para replantar no jardim.

“As hortênsias foram as primeiras que eu trouxe, mas elas não florescem sempre, porque quase não bate sol”, explica a moradora. Com descendência indígena, a naturóloga comenta que cultiva plantas desde pequena.

O condomínio é composto por 156 apartamentos, e o corredor ladeado pelo jardim colaborativo termina em uma área de lazer com mesas, cadeiras e guarda-sóis, além de um parquinho para as crianças e árvores frutíferas. Entretanto, os alimentos são devorados pelos pássaros antes que os condôminos possam provar. “Todas as frutas já estão bicadas quando a gente chega. A jabuticabeira é a preferida dos passarinhos”, relata Sílvia.

O canteiro, que recebe os cuidados de um jardineiro uma vez por semana, é, na opinião da psicóloga, sinônimo de paz.