Assembleias de sucesso com etiqueta e boa convivência - Correio do Síndico

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1 de junho de 2015

Assembleias de sucesso com etiqueta e boa convivência



Participar da assembléia de seu condomínio é uma obrigação e um direito do qual o condômino não deve abrir mão. E nada melhor do que observarmos nesse ambiente, regras de etiqueta mínimas para não deixarmos nossos vizinhos com uma má impressão das intenções de cada um e de sua conduta social.

1. Seja pontual: Poucas pessoas atentam a esse detalhe, mas, na verdade a assembléia deveria iniciar-se na primeira chamada com a participação de 2/3 dos moradores, o que, na prática não ocorre, tornando-se lugar comum, iniciarem-se em segunda chamada. Claro que, se todos participassem ativamente da vida condominial exercendo seu direito a voto e opinião, as assembleias iniciaram-se mesmo na primeira chamada. Na prática, a diferença disso é que a reunião irá terminar mais tarde, correndo o risco dos moradores irem gradualmente esvaziando o quorum, retirando-se da assembléia em razão do horário avançado, prejudicando a análise e tomada de decisões.

2. Seja educado: Ao chegar, cumprimente os presentes, lembre-se que os colaboradores de apoio, funcionários da administradora e advogado do condomínio, se houver, são personagens integrantes desse evento e, merecem igualmente sua simpatia, educação e polidez.

3. Seja solícito: Ofereça-se para ajudar nos trabalhos ou mesmo em outras questões, mesmo as mais simples, como arrumar cadeiras, mesa, distribuir informativos, cópias de previsão orçamentária a serem analisadas, auxiliar como secretario da ata, se o caso, compor comissões que forem criadas ou necessárias, etc.

4. Sociabilize-se: As assembleias são excelentes oportunidades para conhecermos nossos vizinhos um pouco melhor, e, nos tornarmos conhecidos, pode ser até um bom canal de relacionamento, e uma forma de resolver amigavelmente com o vizinho aquele problema com o barulho, com a vaga da garagem do veículo mal estacionado por ele, etc. Obviamente, sempre com respeito e educação. Que tal chegar um pouco mais cedo e integrar-se com os vizinhos, batendo um papo cordial e trocando idéias sobre as questões que serão abordadas de acordo com a convocação da assembléia?

5. Saiba ouvir e quando falar: O que torna uma assembléia extremamente cansativa, longa, desgastante, e tumultuada é a pouca disponibilidade dos participantes de ouvir e aguardar a vez para falar. É óbvio que quanto mais objetivos estritamente relacionados à pauta da convocação tanto melhor será o desenrolar dos trabalhos. Evite a tentação de rediscutir temas já tratados e resolvidos em assembleias passadas ou repisar velhas questões polêmicas à época. Isso em nada colaborará para o deslinde da reunião. Da mesma forma, respeite opinião e a palavra de quem está utilizando-se dela espere a pessoa terminar de falar e, assim que possível, sendo necessário, manifeste sua opinião, de forma polida, respeitosa e racional. Evite o discurso embasado no emocional ou com conotação irônica, isso em nada contribui para o bom clima da assembléia ou na efetiva mudança de opinião de seu interlocutor. Lembre-se que todos têm o direito de opinar e, não necessariamente as pessoas terão a mesma opinião acerca dos temas tratados. Divergir é um direito, porém, tratar o vizinho ou colaborador da assembléia com respeito e consideração é uma obrigação!

6. Seja colaborativo: Traga sua opinião e idéias, para isso serve a assembléia. Vote aprovando ou não, porém, faça-o sempre pautado em um argumento racional, objetivo e colaborativo. Ataques pessoais a um ou vários moradores em nada irá contribuir para a melhoria do condomínio. Havendo discordância de opiniões ou mesmo de procedimentos administrativos, contábeis, financeiros, mire no problema e não, na pessoa. Pois, se ela estiver errada ou agindo até de má-fé, um discurso eloquente, pautado na razão e fatos, sem paixões ou agressividade, irá catalisar os demais moradores a refletirem sobre o tema e, eventualmente, adotarem a mesma opinião, chegando-se a conclusão desejada.

7. Voluntarie-se: Doe-se igualmente à micro sociedade que é o condomínio, exerça de forma altruísta e participativa cargos de direção como ser síndico, subsíndico e conselheiro. Pode acreditar que esse trabalho será devidamente valorizado e reconhecido por seus pares, ainda que desavenças e polêmicas surjam, o resultado final sempre é um aprendizado pessoal e profissional. Não raras vezes, moradores que foram síndicos de condomínio identificaram-se tanto com a função que optaram, após a devida capacitação, a atuar profissionalmente como síndico.

Fonte: Redação.