Moradores do Lago Sul debatem desobstrução das margens do Paranoá - Correio do Síndico

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4 de setembro de 2015

Moradores do Lago Sul debatem desobstrução das margens do Paranoá

Ação que está em andamento na faixa de 30 metros da orla foi tema de reunião na noite dessa quinta-feira (3)

Foto: Tiago de Miranda.

Em clima tenso, moradores do Lago Sul lotaram o auditório da administração regional para expor preocupações acerca da desobstrução da faixa de 30 metros das margens do Lago Paranoá, à qual se mostraram contrários. Uma das questões mais frequentes do Diálogos da Orla na noite dessa quinta-feira (3) foi a efetiva recuperação e manutenção ecológicas das áreas de preservação permanente. O ambientalista João Sobrinho questionou: "Como o governo pretende preservar se vai abrir essa área tão sensível para a população?". Segundo ele, os proprietários dos lotes não são contra a preservação, mas temem que, ao abrir o acesso, ocorra um desastre ecológico.

A presidente do Instituto Brasília Ambiental, Jane Vilas Bôas, explicou que tecnicamente, quando está em ambiente urbano, uma área de preservação ambiental permite, sem prejuízos, a construção de equipamentos de pequeno impacto e de interesse social, como ciclovias. "De qualquer maneira, a reocupação pública da orla será feita levando-se em consideração sugestões em momentos como este e, posteriormente, pela internet."

O plano para recuperar as áreas degradadas será construído, destacou Jane, com base na participação popular, no plano de manejo da área de proteção ambiental do Lago Paranoá e no zoneamento do espelho d'água — todos prontos em anos anteriores. O representante da Associação dos Moradores da QL 12 Luiz André Reis sugeriu que os parques e a margem permaneçam isolados até que o planejamento esteja totalmente concluído. "Para criar um parque é preciso planejar, por exemplo, estacionamentos; minha rua ficou inacessível com a realização de um evento na orla no último fim de semana e isso não pode acontecer."

Ocupação de área pública
"Não somos invasores, cercamos área pública baseados por uma lei de 2005 [nº 1.519] e agora estamos vendo toda essa destruição", disse o presidente da Associação dos Amigos do Lago Paranoá, Marconi de Souza. A representante da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) Márcia Muniz explicou que a operação é apenas a ponta de uma decisão judicial e que a ação de desobstrução somente pode ser suspensa por outra ordem da Justiça.

Os deputados distritais Robério Negreiros (PMDB), Cristiano Araújo (PTB) e Rafael Prudente (PMDB) e o procurador federal Roberto Eduardo Giffoni fizeram questionamentos ao Executivo com relação à disponibilidade de orçamento para a operação, à garantia de preservação ambiental da margem do Lago Paranoá e ao total cumprimento da sentença judicial.

Também participaram do Diálogos da Orla o superintendente de Estudos, Programas, Monitoramento e Educação Ambiental do instituto, Luiz Rios; o subsecretário de Áreas Protegidas, Cerrado e Direito dos Animais, da Secretaria do Meio Ambiente, Romulo Mello; o administrador do Lago Sul, Aldenir Paraguassú; o chefe-adjunto da Casa Civil, Fábio Rodrigues Pereira; e representantes da Polícia Militar do Distrito Federal.

Fonte: Redação.